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Rosana Munhoz
Rosana Munhoz
Informações Biográficas
Nome Completo
Rosana Munhoz Silva
Nascimento
12 de novembro de 1963
Morte
14 de janeiro de
1996 (32 anos)
Nacionalidade
Bandeira do Brasil Brasileira
Cônjuge
Airon Barreto de Lacerda (1988—1996)
Família
Roberto Munhoz (irmão; nascido em 1966)
Carreira e Trabalhos
Profissão(ões) e Ocupação
Roteirista e Desenhista da Mauricio de Sousa Produções
Trabalhos na Turma da Mônica
Roteirista e Desenhista das Histórias em Quadrinhos
Período em Atividade
1977—1996

Rosana Munhoz Silva (São Paulo, 12 de novembro de 1963Três Rios, 14 de janeiro de 1996) foi uma consagrada Desenhista e Roteirista da Mauricio de Sousa Produções (MSP), sendo a mais jovem a ingressar na equipe.

Ela se destacou por ter mudado o curso da Magali, dando-lhe dezenas de histórias solo cativantes e alcançando uma revista própria à personagem, dado o momento do ápice da popularidade dela. Ela também se responsabiliza pela criação, mesmo que superficial, da personagem Denise (que veio a ser personalizada e fixada por Emerson Abreu, anos depois).

Os desenhos de Rosana eram destaque por sua riqueza em magníficos detalhes e cenários deslumbrantes, especialmente em suas histórias do Papa-Capim (outro personagem que chegou ao auge com Rosana).

História Editar

Trajetória na MSP Editar

Rosana visitou os estúdios da Mauricio de Sousa Produções aos 9 anos de idade, ao lado de sua mãe. Ao ver os desenhos que Munhoz adorava fazer, Mauricio percebeu todo o potencial que havia nas mãos da menina e combinou com a mãe que a jovem voltasse aos 14 anos. Quando a tão aguardada data chegou, Rosana estava com os desenhos ainda melhores e não houve hesitação em contratá-la a ser Desenhista das Histórias em Quadrinhos, em 1977.

Aos 16 anos, Rosana já estava entre as melhores artistas do estúdio. Por volta de 1984, ela passou a fazer roteiros randomicamente, no início escrevendo e desenhando o Papa-Capim. Já por volta de 1985, se tornou roteirista oficial do estúdio, idealizando roteiros originais com grande frequência que sua técnica artística foi diminuindo, passando a aparecer apenas em algumas histórias roteirizadas pela própria.

A Magali era a personagem favorita de Rosana, que começou fazendo histórias solo da personagem nos gibis da Mônica nos anos de 1980 da Editora Abril e nos primeiros da Editora Globo; curiosamente, Rosana foi quem incorporou hoje as tão comuns histórias parodiando contos de fadas nas histórias da Magali. Em 1988, se casou com o desenhista Airon Barreto de Lacerda, também da Mauricio de Sousa Produções. Com a diversidade e frequência de histórias da comilona, ela veio a ganhar uma revista própria em 1989, que é por muitos creditada a Rosana (a também roteirista de quase todas as histórias de abertura das primeiras edições dessa nova revista).

Morte e legadoEditar

Com apenas 32 anos de idade, Rosana Munhoz Silva morreu em 14 de janeiro de 1996. Ela sofreu afogamento durante uma excursão de esportes radicais, ao cair do bote de caiaque, não sendo percebido por ninguém graças à dispersão do barulho da água. Inicialmente era acreditado que a causa de seu falecimento era um acidente de carro.

Homenagem a Rosana Munhoz em 'Mais uma estrela no céu', de Mônica N113 (Globo)

Chico Bento e Rosinha observam a estrela de Rosana.

Com sua morte, foram publicados dois editoriais nas páginas 21 e 22 de Chico Bento Nº 243 (Editora Globo), contando sua história pela boca de Mauricio de Sousa e comemorando sua passagem pelos estúdios. Já nos gibis de fevereiro a maio eram inclusas cores mais escuras, destacando um tom marrom muito escuro a tudo (um possível voto de luto). Em maio daquele ano, foi publicada na edição Mônica Nº 113 (Editora Globo) a história "Mais uma Estrela no Céu", em que Chico Bento e Rosinha observam uma estrela brilhosa que pisca o tempo todo em sua presença e percebem que era Rosana, que havia morrido, e lamentam que ela nunca mais ia escrever histórias deles.

Ainda não se sabe ao certo sobre todas as histórias de Rosana Munhoz publicadas após sua morte, devido ao fato da MSP arquivá-las e ter o poder de postar muito tempo atrás. Em 2015, no recomeço da numeração da revista da Turma da Mônica pela Editora Panini, duas histórias de Rosana foram publicadas, para o espanto de todos: a primeira, "Cascão Ramsés (Aquele que Nunca Lavou os Pés)" foi publicado como história de abertura de Cascão 2ª Série - Nº 2, e "Será que o Seu Signo não Combina com o Meu?" foi publicado como história de abertura de Mônica 2ª Série - Nº 7. Na época em que Rosana esteve viva, devido aos gibis terem 36 páginas, histórias longas como "Cascão Ramsés", que tinha 30, não podiam ser publicadas e eram arquivadas.

Rosana é até hoje considerada uma das roteiristas mais importantes da Mauricio de Sousa Produções, pela criação e modificação de vários personagens que hoje são destaque nas histórias.

Estilo criativoEditar

Trecho de 'Prenderam Tupã', história publicada em Chico Bento N50 (Abril)

Páginas da história "Prenderam Tupã" (publicada originalmente em Chico Bento Nº 50), escrito e desenhado por Rosana Munhoz.

Os enredos mais frequentes das histórias de Rosana eram voltados a magia ou algo místico (principalmente envolvendo contos de fada), com os personagens enfrentando vilões malucos. Eram comuns histórias de planos infalíveis dar nomes aos planos do título e/ou no enredo, e ela também gostava de interpretar pessoas de sua família e amigos da vida real nas histórias, tornando-lhes personagens, como aconteceu com sua irmã Cleo e sua sobrinha Bianca, que tornaram-se, respectivamente, tia e prima da Magali.

Os cenários de Rosana eram repletos de detalhes e cores: especialmente a selva de Papa-Capim, recheada de árvores, personagens, objetos e animais de grande profundidade, sombreados e relevos.

Curiosidades Editar

Mundo real
Este artigo é escrito do ponto de vista do mundo real, ou seja, as pessoas e lugares aqui citados não existem no universo da Turma da Mônica.

Aparições nos quadrinhos Editar

  • Mônica Nº 134 (Editora Abril) - "O Calouro": O nome de Rosana é lido por Rolo na lista de calouros da universidade, num jornal.
  • Cascão Nº 87 (Editora Abril) - "Ponha-se no Meu Lugar": Rosana questiona aos outros roteiristas porque Mauricio só está aprovando histórias sem violência.
  • Mônica Nº 18 (Editora Globo) - "O Casamento da Roteirista": Rosana é a protagonista dessa história, que serve de homenagem ao seu casamento com o desenhista Airon, também da MSP. Nele, Rosana sonha com seu futuro casamento, aonde os personagens devem procurar sua aliança perdida.
  • Cascão Nº 48 (Editora Globo) - "Sem Roteirista": Rosana, após muitas confusões enquanto todos os roteiristas estavam ausentes, volta da lua-de-mel, disposta a escrever uma história do Bidu.
  • Cebolinha Nº 75 (Editora Globo) - "História em Quadrinhos": No final da história, Rosana, a caminho do trabalho, encontra um roteiro jogado por Cebolinha na lixeira e diz que é uma boa ideia para uma história, afirmando que o Mauricio com certeza iria gostar.
  • Cascão Nº 183 (Editora Globo) - "Ih! Mais um Plano Infalível, Cebolinha?": Após a história de um plano infalível ser concluída, Rosana aparece mostrando seu roteiro a Mauricio, que reprova achando o final repetitivo. Ao ser questionada pelo supervisor enquanto faz outra história de plano, ela disse que esse é infalível.
  • Mônica Nº 85 (Editora Globo) - "O Sugador de Inspiração": Graças à Capitão Feio ter sugado a inspiração de todos os roteiristas da MSP com um aspirador de pó inventado por ele para não criarem histórias de vilões se dando mal no final, Rosana, ao lado de vários outros roteiristas, aparece sem a mínima inspiração ao decorrer de toda a história.
  • Mônica Nº 86 (Editora Globo) - "A Pedidos...": Ao decorrer da trama, várias crianças se apresentam para a Mônica e para o Cebolinha. Quando a história está cheia de gente, os personagens gritam para o roteirista querendo entender o porquê de tanta gente. Rosana logo explica que todos eles são seus amigos, querendo se tornar personagens.
  • Chico Bento Nº 200 (Editora Globo): Rosana aparece ao lado do pessoal do estúdio, guiando todos da Vila Abobrinha para levar o saco de exemplares do Nº 200, quando por ventura se esbarram com ladrões, acidentalmente trocando o saco com os gibis por um saco de dinheiro.
  • Ouro da Casa: Rosana é aquela que mostrou o estúdio a Lancast Mota quando criança. Ela é desenhada nessa história com asas, para representar que é um anjo no céu.

Curiosidades Editar

Desenhos da Família Munhoz na Folhinha de S. Paulo

Desenhos da Família Munhoz na Folhinha de S. Paulo, em 1976.

  • Quando tinha 12 anos, em 1976, Rosana e seus irmãos: Rogéria (de 5 anos), Ronaldo (7 anos) e Roberto Munhoz (9 anos à época), desenharam os personagens e cenários da Turma para o suplemento infantil intitulado Folhinha de S. Paulo (na qual Mauricio já trabalhava desde 1963, ano em que ela nasceu).[1]

Notas de rodapé Ajuda

  1. Silva, Alexandre (8 de novembro de 2012). Folhinha de São Paulo, o suplemento que marcou gerações (Blogspot) ALEARTE quadrinhos Visitado em 30 de abril de 2017. Cópia arquivada em 11 de julho de 2018. "ROSANA E ROBERTO MUNHOZ"
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