Turma da Mônica Wiki
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Maria Cascuda
Cascuda.png
Informações de Fundo
Dublador(es)
Letícia Quinto
Primeira Aparição
Cebolinha Nº 18 (Ed. Abril) - O Grande Amor do Cascão (Junho de 1974)
Informações do Personagem
Nome Completo
Maria Cassandra[1]
Aparência e Personalidade
Cabelo cacheado loiro, ocasionalmente vista com vestidinhos, sapatos de fivela e laços no cabelo. Competitiva, divertida, rigorosa e inteligente.
Ocupação
Estudante
Afiliações
Turma da Mônica
Moradia
Bairro do Limoeiro
Família
Pais da Cascuda,
Cascão (interesse amoroso)

A Maria Cassandra é a namorada do Cascão, um tanto controladora e com opinião forte. Ela faz parte do seleto "grupo das garotas", junto com a Mônica, a Magali, a Marina e a Denise, suas melhores amigas, que passam por maus bocados com suas rivalidades femininas e seus desencantos com garotos. Bem meticulosa e, com plena certeza, a mais inteligente da classe, não está acostumada a perder e é bastante competitiva, tem um pensamento rápido e odeia ter seu orgulho ferido, passando por perrengues causados, comicamente, pela sua própria teimosia em querer ganhar a todo instante.

Características e traços

"Me ultrapasse, se for capaz! He, he!"

Muito analítica e rigorosa com os detalhes, a Cascuda se importa muito com o prestígio social e adora ter a sua "imagem" impecável aos olhos alheios, é exigente consigo mesma e, mesmo que tente não ligar muito para críticas (já que nega as normas tradicionais da feminilidade – mesmo amando ter seus momentos de "mimos" –, ela adora arrasar nos esportes,[2] [3] estando a todo momento atenta com o que os outros acham dela), gosta de ouvir seu nome acompanhado com algum elogio pela sua conquista e, por isso, se esforça constantemente para ser a melhor no que faz.

É ferrenha na luta e ama derrotar a concorrência, incentivando a rivalidade saudável e, claro, tentando sempre levar o prêmio para casa. Na maioria das vezes, tem uma personalidade obstinada o suficiente para fazer cobranças a si própria, no intuito de ter a aprovação incessante dos seus amigos, tem um tato para a vingança quando acaba falhando, já que, algumas vezes, foi vista com uma outra face, mais rancorosa e que nunca desiste do que quer. A Cascuda é muito seletiva e gosta de estar perto de pessoas um pouco mais velhas, como a Aninha e a Marina, julga aos montes o jeitinho dos meninos, ama ser influente e estar em evidência. É uma jovem ansiosa, muitas vezes divagando e nunca sabendo quando parar de falar.

Bastidores

Criação e desenvolvimento

Evolução da Cascuda. Fascículo, 2016.

Ela quase sempre aparecia ao lado do seu namorado, no entanto, a partir de suas maiores participações na revista da "Mônica", tornou-se uma personagem regular e com mais personalidade. Sua primeira aparição foi em Cebolinha Nº 18 (Editora Abril), na historinha "O Grande Amor do Cascão", como personagem secundária, já com o nome "Cascuda", que conhece e quase namora o Cascão. No início, já foi levemente associada como uma menina rica que morava numa mansão,[4] mas nos dias de hoje esse detalhe foi esquecido e possui o mesmo nível financeiro que os outros personagens. Em outros tempos, também gostava de brincar em latas de lixo e se jogar na lama com o namoradinho sujo, o que foi varrido das histórias em função do politicamente correto, sendo reformulada e, atualmente, é uma das mais participativas e cômicas. Ademais, uma edição de "Turma da Mônica Jovem" citou seu verdadeiro nome como "Maria Cassandra".[1]

Biografia

A Cascuda conhece o Cascão, seu futuro namoradinho.

A Cascuda apareceu no Bairro do Limoeiro durante uma visita para a sua tia,[5] com a sua família optando por se estabelecer na cidade pouco tempo depois. Ela conheceu o Cascão pelo acaso, se divertindo com o jeito desenrolado do sujinho. Ele a convida para um passeio no campinho, para mostrar os pontos turísticos da região e, porventura, galantear a moça.[5] Ela aceita, sendo guiada para o depósito de tralhas, com ele apresentando como um dos melhores lugares para dar umas voltas, enquanto o riachinho, uma área para se evitar.[6] Enquanto dava investidas nela, o Cascão avista uma cesta de lixo, vazia, triste pela situação, com uma lixeira maravilhosa sem nenhuma sujeirinha sequer dentro dela, o porquinho tem a ideia de preencher a pocilga com alguma tranqueira, no fim, acaba por ser a Cascuda, que é arremessada para dentro.[7]

Futuro

Continua muito estudiosa e batalha todos os dias para realizar seus sonhos.

Relacionamentos

Cascão (namorado)

Cascão e Cascuda dançando.png

Divertidamente, a garota namora o mais sujinho do Bairro do Limoeiro, um garoto que é o estereótipo do menino travesso e que ama fazer traquinagens para se sujar, para a tristeza dela, que detesta comportamentos masculinos abobados e infantis, dizendo ser do "tempo das cavernas". Às vezes, é insinuado que a mesma está com ele apenas por ele ter uma revistinha própria,[8] que eleva a posição dela de secundária, outrora, a Cascuda o ama pela simples fofura e alegria que o menino esbanja, e tenta a todo momento vencer suas manias para estar próxima ao seu par perfeito. Sempre procura convencer seu namorado a tomar seu primeiro banho e, diferente dele, frequentemente se perfuma e gosta de estar arrumada, para desencanto de seu namorado, que é constantemente importunado por ela em sua persistência de continuar emporcalhado, o que a irrita bastante.

Curiosidades

Cascuda em Geração 12.png

  • A Cascuda apareceu na "Turma da Mônica Geração 12" (imagem ao lado), na história, ela substitui o Manezinho na Turma do Bermudão, estrelando junto com o Franjinha, o Titi e o Jeremias – membros do "Ensino Técnico Sideral" – como a responsável por montar e consertar as tecnologias futuristas da BRASA.[9] Ela permanece com sua personalidade emproada e suas habilidades intelectuais, além de servir como figura antagônica, já que está em um nível mais avançado que dos outros alunos do Instituto Astro de Exploração Espacial.
  • Uma personagem semelhante a Cascuda apareceu em Cebolinha Nº 26, na história "Pobre Menina Rica". Aqui, ela era uma menina rica chamada "Gabriela Silva", moradora de uma luxuosa mansão, que se fantasiou de sujinha para uma festa a fantasia, mas ela perde a memória no caminho. Aparentemente, é incerto se esta "versão" da personagem era de fato a Cascuda, mas considera-se que a história pode ter servido de inspiração para a personagem, como dito por Paulo Back.[4]
    • Posteriormente, tal personagem serviu como uma referência jocosa para os roteiristas, quando em uma vez se fez presente o nome "Gabriela Silva" para chamar a Cascuda, em uma historinha de 2006,[10] apenas para relembrar a edição retrô.
  • Antigamente, era vista com as mesmas marquinhas nas bochechas que o Cascão tinha - no início, Cascuda era uma espécie de versão feminina do Cascão, mas com o passar do tempo ganhou mais personalidade nos quadrinhos -, sendo revelado que ela só adquire essas sujeirinhas quando é beijada por ele.

Referências

  1. 1,0 1,1 TMJ Nº 67 - Par Perfeito, Pág. 97 (quadrinho 5), Fevereiro de 2014 (arquivo)
  2. TMJ V2 Nº 24 - Capitã Cascuda
  3. Magali 2ª Série Nº 54 (Editora Panini) - Amiguinha radical (outubro de 2019)
  4. 4,0 4,1 Cebolinha Histórico Nº 26 (Editora Panini) - Arquivos do Mauricio (texto de Paulo Back), Pág. 16, Novembro de 2011
  5. 5,0 5,1 Cebolinha Nº 18 (Editora Abril) - O Grande Amor do Cascão, Pág. 41
  6. Cebolinha Nº 18 (Editora Abril) - O Grande Amor do Cascão, Pág. 42
  7. Cebolinha Nº 18 (Editora Abril) - O Grande Amor do Cascão, Pág. 43
  8. Magali 1ª Série Nº 81 (Editora Panini) - Cascão e Magali estão namorando!
  9. TMG 12 Nº 5 - Consequências
  10. Cascão Nº 464 (Editora Globo) - Alvinho, o Conselheiro Amoroso, Pág. 31 (quadrinho 5), Setembro de 2006 (arquivo)
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